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O presidente José Sarney inaugura a Fundação Casa de Jorge Amado.

 
   
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Jorge Amado, ao lado de Zélia, do presidente José Sarney e de Dona Marly, discursando na cerimônia de criação da Fundação Casa de Jorge Amado no Palácio do Planalto.

 
 
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Vista da fachada lateral da Casa.

 
 

 

Jorge e Zélia em frente à Casa.

A Casa é belíssima e azul. Com sua fachada, onde as janelas afloram recortadas em arco, domina toda a praça.

Pensando bem, não teria sentido ser em outro lugar. Quem conhece a Cidade da Bahia e a obra de Jorge Amado sente que aqui mesmo é que deveria estar sediada a Instituição que leva o seu nome. A Fundação Casa de Jorge Amado não poderia ter outro endereço senão o Largo do Pelourinho, cenário de suas estórias, cadinho onde se tempera a humanidade bizarra desta metrópole fervilhante de etnias diversas, diferentes costumes, culturas que se misturam e formam a argamassa desta civilização mediterrânea e mestiça que se espalha pelo recôncavo do golfo pontilhado de ilhas e que tem na capital, nesta cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos, o terceiro vértice de um triângulo cuja base repousa entre África e Ibéria.

Plantada bem no coração do chamado Centro Histórico, sítio tombado pela UNESCO, domina, do alto do seu mirante, uma fantástica paisagem: ladeiras centenárias, sobradões de fachadas austeras e beirais graciosos, telhados que se superpõem até onde a vista alcança e, mais além, o mar da baía onde, nos dias mais claros, a silhueta de alguma praia se insinua, mais adivinhada que vista pelos olhos deslumbrados.

Habitar a Casa é um exercício de beleza. Nem precisava de outra destinação que servir de atalaia à contemplação de um cenário exuberante.

Mas a Casa tem um destino; traçado desde o início, quando ainda era apenas um sonho. Uma casa de Letras, uma oficina de Palavras. Ponto de convergência de idéias geradas ao sabor de conversas, troca de informações, prazer de descobertas, de achados e perdidos neste mundo fantástico da criação e do convívio.

Para o escritor Jorge Amado, cujo acervo literário é o cabedal maior da entidade, a Casa não deverá jamais se transformar em depósito de documentos, mas se constituir, cada vez mais, em um permanente Centro, vivo e atuante: O que desejo é que nesta Casa o sentido da vida da Bahia esteja presente e que isto seja o sentimento de sua existência. Que, ao lado da pesquisa e do estudo, seja um local de encontro, de intercâmbio cultural entre a Bahia e outros lugares.

 
 

www.jorgeamado.org.br